Feitiçaria

Assim como toda ciência, a Magia (Phantasia) tem regras. O estudo da magia é chamado de feitiçaria. Feitiçaria permite ao usuário utilizar padrões pré-estabelecidos de ações para criar Feitiços, os quais definem com exatidão o comportamento da magia. Feitiçaria normalmente envolve componentes, gestos, palavras e intenções que permitem ao usuário canalizar o fogo através dos feitiços. Chamamos estes de componentes.

Experiências pessoais e conhecimentos prévios influenciam, sim, no comportamento da Phantasia. Será quase impossível alguém que nunca viu fogo na vida conjurar um feitiço que faz chamas surgirem, mesmo que repita as palavras e gestos perfeitamente; se sua mente não tiver a capacidade de entender o efeito desejado, ele não irá acontecer. Isto também se aplica a intenções, principalmente em magias que produzem efeitos abstratos, como um real desejo de matar para ser capaz de lançar uma palavra de poder: matar. Em resumo: feitiços não funcionam se você não for capaz de entender o efeito desejado.

As experiências pessoais afetam em menor grau alguns efeitos, principalmente visuais, das magias. Alguém que viveu a vida toda no mar e tem terror do oceano pode ter como referência de morto um corpo inchado de metano, enquanto alguém que cresceu em uma floresta pode lembrar de algo repleto de fungos e insetos. Este fato irá influenciar em certa medida como ambos criam as estruturas mágicas que substituem pedaços faltantes ao animar um morto. Outro exemplo possível é que alguém com certo tipo de daltonismo pode acabar disparando fogo na cor verde. É importante notar que essas características não são escolhas conscientes do feiticeiro, mas sim seu próprio subconsciente agindo quando tenta lançar um feitiço. Apesar deste detalhe, com o treinamento adequado e tempo, um usuário de magia pode mudar a referência que tem para uma magia.

Feitiçaria não é equivalente ao estudo formal de Phantasia. Alguém que aprendeu como emitir luz após repetir certos gestos e palavras já está usando feitiçaria.

"Há dois tipos de magos formidáveis: O primeiro são os completamente obcecados com um tópico a ponto de poder entendê-lo em detalhes e manifestar com perfeição os efeitos mais assombrosos. O segundo grupo é dos que não estão presos à realidade cujos primeiros se dedicam tanto a entender. Nunca gostei de lidar com gente desprovida de senso comum." Renzli, Sel

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